Educacional
História
As cooperativas deste ramo surgiram com o objetivo de suprir a deficiência do Estado na área
do ensino público, minorar os altos custos das escolas de ensino privado e melhorar o nível
de qualidade do ensino. Por meio da cooperativa, os pais buscam obter o patrimônio físico da
escola e, como donos e usuários, administram todo o processo escolar.
Em todos os Estados, essas cooperativas são a melhor solução para pais e alunos, pois se tornam
menos onerosas e realizam uma educação comprometida com o desenvolvimento endógeno da comunidade,
resgatando a cidadania em plenitude.
As cooperativas de escolas agrícolas estão em dificuldades, diante de mudanças recentes na legislação
brasileira, que dificultam o funcionamento dessas cooperativas. As cooperativas de professores seriam
do ramo trabalho, pois são profissionais organizados para prestar serviço à sociedade, mas estão no
ramo educacional pela característica da sua atividade profissional.
Existem hoje, mais de 300 cooperativas educacionais cadastradas na OCB. Nos últimos quatro anos houve
um crescimento significativo dessas instituições, cujo número em 1995 era de 106 cooperativas.
É importante destacar o crescimento deste tipo de instituição na década de 90, quando foram
criadas 91 cooperativas educacionais contra apenas 11 na década de 80.
Isto reflete bem a realidade do ensino brasileiro, pois como as instituições tradicionais não
atendem as necessidades básicas da população, ou seja, qualidade educacional com um preço justo,
as cooperativas educacionais por serem uma instituição não lucrativa, passaram a constituir uma
alternativa para a solução do problema do ensino no país.
Além de cobrar mensalidades mais baixas, as cooperativas permitem que os pais participem de
forma mais efetiva da vida escolar de seus filhos. Tendo um contato direto com os professores,
os pais ainda tem a oportunidade de participar de um conselho pedagógico ligado a diretoria da
cooperativa e ao corpo docente.